Ilha Terceira - Açores

2ª vez nos Açores, 2ª vez na Terceira, desta vez a trabalho com tempo, 1 dia, para aproveitar o melhor desta terra.
Desta vez fui com o Sond'Ar-te e a aventura prometia entre as pequenas aventuras que organizar um concerto implica e a aventura de aproveitar ao máximo esta pequena ilha em tão pouco tempo. Já tinha pelo menos uma paragem obrigatória, a melhor pastelaria de Angra do Heroísmo de seu nome Pastelaria Athanasio para comer uns bolinhos típicos do arquipélago central...
Mas primeiro a chegada. A aterragem na Terceira começa com uma quase amaragem que se estende no tempo e depois subitamente a ilha mesmo ali à frente, verde e linda!
Depois do habitual compasso de espera lá fomos nós num autocarro só para nós os onze. O motorista era super simpático e foi-nos fazendo uma espécie de visita guiada em marcha lenta, indicando os "pontos altos" da ilha.
O hotel tinha uma vista fenomenal, em cima do mar e em frente ao Monte Brasil, com piscina de água quente e fria, banho turco e muito mais. Acabámos por não poder usar o banho turco, ginásio e afins porque os horários do healthclub não eram compatíveis com o nosso horário carregado... Não se pode ter tudo.
Montagens, pequenos stresses, principalmente com o Sr. das luzes que de luzes sabia pouco ou nada e finalmente um belo passeio ao Monte Brasil do qual se vê a cidade toda, não que seja grande, e o mar, e o verde, e o mar! Ainda tivemos a sorte de ver um veado selvagem e o Perseu até conseguiu ver e fotografar o tal veado com a sua família, mulher e filho/filha. Passeámos pela costa em busca do restaurante Beira Mar de S. Mateus que dizem ser o melhor restaurante de peixe na Terceira mas estava fechado; eu já lá fui na primeira ida aos Açores mas não me lembro bem, lembro-me apenas que não deixou grande impressão e não tive oportunidade de desfazer essa imagem, talvez para a próxima.
Depois de um relaxante, ou tentativa de, banho no jacuzzi e de um fantástico duche bem quente fomos jantar a um restaurante que não sendo grande coisa não foi mau pelo menos tendo em conta a qualidade do almoço/pequeno-almoço/lanche. Fomos dormir.

Sábado, Algar do Carvão que é o único, de dois,
vulcão vazio visitável do mundo. É lindo, impressionante, emocionante. As paredes parecem quadros do Pollock ou da Vieira da Silva. Único e a não perder.

NOTA: é possível visitá-lo todo o ano, embora em alguns sítios dêem informação em contrário, basta ligar para os Montanheiros e marcar visita.

As furnas do enxofre, stress e mais umas voltas à ilha, curvas e contra-curvas e fomos dar ao centro de Angra para almoçar na Casa do Peixe, bem melhor que o do dia anterior, com bom peixe fresco e depois trabalhinho. Ensaio, sessão fotográfica e mais ensaio e depois de uma pausa para jantar, não sem antes passarmos na piscina para grande espanto de todos! Concerto, bom concerto, bom público.

E pronto termina assim a nossa pequena incursão à Terceira.

Já me esquecia dos doces, eu e o Perseu fomos lá duas vezes (o Perseu só lá foi uma vez mas na pratica foi como se tivesse ido as duas vezes), da primeira experimentámos as famosas Dona Amélia e uns outros doces típicos e da segunda vez nova Dona Amélia e queijada de laranja. Para mim o melhor, mais especial, exquisit é sem dúvida o Dona Amélia, mas a pastelaria é uma perdição total!

Curiosidades:
Eles são doidos por touradas, a Terceira é a ilha das touradas mas as corridas deles são semelhantes às de Pamplona, lançam os touros na rua com uma corda amarrada aos cornos para os puderem apanharem caso seja MESMO necessário. Mas o curioso é que os eles acham que um ano de tourada só é bom quando há feridos graves ou mesmo mortos. E passam tudo isso na TV num canal dedicado. Como diria o Obélix "Estes Açorianos são doidos!".





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