Serra, barragem, pára-quedas e muito mais...


Os leitores atentos destas linhas já sublinharam as "férias" auto-infligidas pela sua autora, mas às vezes há tanto para viver que fica difícil fazer os relatos...

Assim sendo vou relatar os acontecimentos mais importantes dos últ
imos tempos, as Serras, a barragem, o pár
a-quedas, Peniche, Óbidos, a Ideafix, a Estrelinha, e quem sabe o tempo.

Antes de me debruçar nos acontcimentos mais importantes, fic
a apenas uma referência a um grande restaurante para quem gosta de peixinho fresco na Póvoa de Varzim, o... e não é que não me lembro do nome... bom é um r
estaurante no cantinho da marina que só serve peixe pescado pelas pessoas da casa e tem uma broa de avintes muito boa. Vou procurar o nome e logo relat
o.


Posto isto aqui ficam as férias em vários capítulos.

Serra da Estrela (sim Estrelinha a Se
rra é tua por direito, o nome diz tudo, mas nosso de coração).

Es
ta ida à Serra era à par
tida uma viagem no tempo,
aos sítios que fizeram as nossas delícias de férias numa altura
em que andávamos de autocarro e mochila às costas. Era uma viagem no tempo e acabou po
r ser muito
mais, descobrimos novos sítio
como o fantástico Parque de Campismo do Covão da Ponte, deambulámos pelas curvas, mergulhámos nas Lagoas, visitámos
os sítios do coração como Nossa Senhora do
Desterro, aldeia santuário, jantámos ao ar livre na Cabeça da Velha e acima de tudo respirámos aquele ar embrenhado de
calma, num sítio em que felizmente o tempo parece passar mais lentamente, descansámos de gadgets, televisões e notícias e vivemos apenas: árvores, água gelada, o sol, o frio de rachar durante a noite, as curvas e contra-curvas, as sombras, as libelinhas e um, dois, três, Respirámos Fundo.
Dizer ainda que a nossa companheira Ideafix no alto da sua velhice nos acompanhou nesta viagem, "viajou" connosco.

Pára-quedas... ah, estamos vivos!
Depois de curvas e contra-curvas era hora de correr para uma
aventura inesquecível, porque ansiávamos pacientemente, pode parecer contradição mas é a melhor maneira de descrever esta a espera por esta experiência.
Os quatro magníficos, os primos, enbarcaram juntos nesta "maluquice", fatos à top-gun, muitas perguntas, alguns mais nervosos que outros e estávamos prontos. Cada uma tinha um melhor amigo, um guia, arn
ês vestido, algumas explicações, e lá estávamos nós numa avioneta preta pronta a descolar, a vista linda, preparativos feito
s e era a hora de fazer aquilo que todos temem saltar de um avião a 4000 metros de altitute; não posso dizer que estivesse nervosa, mas a sensação no momento em saímos do avião é de suster a respiração, e depois caímos, caímos e é simplesmente magnífico, é tão diferente de tudo que não tenho palavras para a descrever, não à espaço para pensar, sentir apenas e libertar-se e cair, cair e cair... E depois o pára-quedas abre e já acabou? Tão rápido? A viagem de pára-quedas é emocionante mas eu quero é a sensação anterior. Aterrámos emocionados e queremos voltar! Talvez para o ano...













Barragem, carro sem gasolina e Parabéns

Do salto directos para o paraíso no Alentejo, muitos banhos de água doce e quente, descanso e depois de uma ida a Lisboa cuja volta se tornou num autêntico inferno porque no Alentejo não há bombas de gasolina abertas depois das 22h, estamos mal habituados aqui em Lisboa e eu que pensava que vivia numa aldeia, e estamos de volta à Barragem, desta vez para celebrar os 90 anos de uma mulher que é um verdadeiro exemplo de Vida, de fibra e vivacidade, a Amanda!
Mais banhos, risos, lágrimas, muita e boa comida, uma Bolo de Chocolate de 24 ovos que me levou uma manhã inteira a fazer mas que valeu a pena, conversa e mais banhos e estávamos de regresso a Lisboa.

Peniche, Óbidos, Caldas da Rainha

Campismo em Peniche, tudo começou mal, de forma atribulada um parque que prometia e era afinal horrível, mas depois se ajeitou, encontrámos um parque bem melhor com chão de areia que muito ajudou a tornar as noites bem mais agradáveis, banhos no Baleal, peixinho fresco na cidade, a vista do Cabo Carvoeiro, uma ida a Óbidos terra linda de mais mesmo, maravilhosa com as suas casinhas mantidas, turística mas ainda assim um mimo, ginjinha em copos de chocolate, neste ponto já estava com muitas saudades de comer chocolate, e ainda um muito bom e simples jantar nas Caldas da Rainha, um espectáculo popular que tão mau e deprimente, chegava a ser bonito e quase cativante, uma visita à loja da louça da Casa Bordalo Pinheiro, uma tenda a voar e uma estranha coincidência...

IDEAFIX

Estes dias em Peniche foram marcados pela morte da Ideafix, companheira de vida, amiga das piores e das melhores horas dos últimos 14 anos, é impossível ter uma amiga tão fiel, mesmo quando não lhe ligávamos muito, lá estava ela pronta a dar-nos amorzinho... Faz falta, muita falta mesmo, tanta que até dos disparates sentimos saudades...

Estrelinha, Parabéns!

E por fim, mas não por último, parabéns à Estrelinha, à minha Estrelinha!


Assim, fica um relato algo apressado de 1 mês.
Boas férias a todos!

NOTA: as fotos vêm depois.

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