Japão, uma abordagem impressionista










Boa noite, ou seria bom dia no Japão?
Bom aqui é fim da tarde ou início da noite e passado quase um mês do regresso do Japão, a terra do sol nascente, a terra que todos nós sempre quisemos visitar (os nós saberão quem são), decidi escrever aqui as impressões que ficaram mesmo à moda impressionista.
Ficou principalmente o que não se podem ou pelo menos a minha habilidade não me permite descrever, mesmo tendo isso em conta aqui vai uma tentativa: as cores, as folhas no chão, os jardins arranjados de forma a recrearem a aleatoriedade de uma floresta, o culto das pequenas coisas, da complexidade e da simplicidade extrema, o convívio do novo e do antigo passeando lado a lado numa estranha harmonia, a organização, a limpeza, a loucura da conjungação de roupas a roçar o absurdo, os quimonos, o chá, os mercados, a reverência, a educação, a falsa humildade, a alta tecnologia, o Noh, ah o Noh, os templos, a loucura das compras, e mais compras, o licor de ameixa (Umeshu), a língua, a americanização ou antes a apropriação e interpretação dos extremos da cultura americana, a segurança, a dimensão, o Fuji, o amor às àrvores, às folhas, à simplicidade, à excentricidade e ao excesso, os bolos lindos como bibelots e sem graça nenhuma... Tudo e nada, tudo isto, a combinação é única e chama-se Japão.
Convém contudo dizer que há uma grande diferença entre Kyoto e Tóquio e esta sente-se desde o primeiro momento, mais uma vez não é fácil de descrever mas está lá.
E agora um breve resumo dos dois últimos dias, no Domingo era o dia do concerto motivo da nossa ida ao Japão, passou-se tudo como esperado, o concerto correu bem, foi entusiasticamente recebido e seguiu-se um caloroso jantar de despedida com direito a discursos emocionados e bem regado, muito bem regado... E claro no dia seguinte o acordar foi duro, custou mas conseguimos e fomos os dois da vida airada passear ou melhor "arrastar-nos" pelas ruas e esse deambular levou-nos a uma das melhores refeições da nossa estadia num 46º piso com vista para o Tsukiji-market e o rio. Foi um almoço reparador, vários pratos, duas horas e o reconforto de uma refeição familiar... Depois disso ainda houve tempo para umas voltas, um bom jantar, umas compras de última hora e finalmente a aventura de fazer as malas, 7, e ir entregá-las com o robe e chinelos do hotel (há fotografias que são tão comprometedoras que não vão ser postas aqui...) e pronto assim chegámos ao fim da aventura.
Ah, já me esquecia à ida para o aeroporto ainda vimos um sr. dos comboios a empurrar ou encaixar as pessoas na carruagem como rezam os mitos!
Bom, o que há a dizer mais, adorei!
Não posso deixar de referir como me relembrou um amigo que nem tudo são rosas e a infelicidade, a solidão, o culto da aparência física e principalmente psicológica daquele povo é visºivel e assustadora!
ResponderExcluirComo a Violeta, numa palavra ADOREI. Foi de facto mais uma viagem para nunca esquecer. Se bem que eu esqueço-me mais do que me lembro... Mas bom o meu subconsciente deve ser riquíssimo e talvez um dia descubra uma maneira de minar toda essa informação que me escapa constantemente.
ResponderExcluirPerseu, a tua sorte é que eu estarei sempre aqui para te relembrar! Ah, e há sempre o blog com um relato mais ou menos fidedigno.
ResponderExcluir